Queda histórica na vacinação: médicos alertam para volta de doenças

O índice de cobertura vacinal de crianças e bebês é o menor desde 2002, como indicam dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. A proteção contra a poliomielite, doença que causa paralisia, caiu de 98% em 2015 para 77% no ano passado, longe da meta de vacinar 95% das crianças no primeiro ano de vida.

As quedas estão sendo observadas desde 2015. Em 2016 foi registrado o pior índice da década. Algumas questões explicam, como o distanciamento atual de males que já assolaram o país, mas hoje estão erradicados ou ao menos bem controlados. “As pessoas não se sentem tão em risco contra essas doenças e o profissional de saúde da nova geração, por sua vez, também não fica preocupado nem cobra como antes”, afirma Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Basta um descuido para que esse cenário deixe de ser estável. No caso do sarampo, em 2016 foi erradicado das Américas, pois não houve registro de infecção pelo vírus durante 12 meses. Em 2017, entretanto, sua cobertura vacinal ficou abaixo dos 85% no Brasil.

Na Europa, onde o movimento antivacina é mais atuante do que no Brasil, 19 mil casos de sarampo foram registrados em 2016, com 44 mortes. Este ano, o Rio Grande do Sul já registrou seis casos da doença, que parece leve mas pode ter complicações graves, sendo que a primeira notificação veio justamente do caso de um menino de um ano que havia voltado da Europa. O Brasil possui 293 casos confirmados de sarampo, todos relacionados à “importação” do vírus, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Sem vacinação, não é possível impedir que este e muitos outro microrganismos nocivos que circulam pelo mundo provoquem uma epidemia “fabricada nacionalmente”. Na semana passada, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre um surto de poliomielite na Venezuela, país vizinho ao Brasil.

*com informações do site da SBP

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